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Notícias/AGRONEGÓCIO08/09/2026· KF News

Feijão-carioca perde força nas negociações enquanto feijão-preto se sustenta pela qualidade dos grãos

O mercado brasileiro de feijão está passando por um momento de maior seletividade, e a qualidade dos grãos virou o principal critério para fechar negócio. É o que aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea.

No segmento do feijão-carioca, os compradores estão analisando com cuidado cada lote antes de comprar. Eles verificam variedade, granulometria, uniformidade e teor de umidade. Essa postura mais criteriosa reduz a liquidez do produto e dificulta qualquer reação nas cotações. Em alguns casos, vendedores aceitaram baixar os preços pedidos pra conseguir fechar negócio, mas isso ainda não representa uma tendência generalizada.

Vendedores que têm feijão-carioca de melhor padrão estão resistindo em ceder nos preços. Com isso, o valor de cada lote passou a depender das suas próprias características. Mercadorias de boa qualidade preservam poder de negociação, enquanto grãos fora do padrão enfrentam dificuldade pra achar comprador. Essa diferença entre os lotes também amplia a variação de preços praticados, sem que haja uma referência única no mercado.

O feijão-preto vive um cenário relativamente mais favorável. A demanda por grãos de qualidade superior ajuda a sustentar as cotações e facilita o fechamento de negócios com mercadorias bem classificadas — um desempenho bem diferente do observado no segmento carioca.

No curto prazo, lotes com boa aparência, umidade adequada e maior uniformidade devem permanecer mais protegidos da pressão de queda nos preços. Já mercadorias de padrão inferior, especialmente no feijão-carioca, podem precisar de descontos pra girar no mercado.

Fonte: Portal Agroneg.