
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, cancelou a sessão que estava marcada para a tarde desta quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026. O objetivo foi evitar reunir todos os ministros e o risco de algum deles fazer uma declaração pública sobre as suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Já está agendada para o dia 15 de setembro, às 10h, uma sessão para decidir se Moraes será investigado. Os indícios apontam que ele teria orientado e ajudado Vorcaro até a prisão do ex-banqueiro, ocorrida em novembro de 2025. Até agora, Moraes não deu nenhuma explicação sobre as 52 mensagens que recebeu do ex-controlador do Master.
Na terça-feira, dia 8 de setembro, o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Segundo Mendonça, há indícios de que a PF produziu relatórios paralelos sobre sua própria atuação no caso Banco Master, prática que ele classificou como "arapongagem institucional". Mendonça afirmou ainda que Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio desses relatórios, que depois foram usados para incluí-lo no inquérito das fake news.
A 2ª Turma do STF já formou maioria para manter o afastamento. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela medida. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento, mas o afastamento segue valendo enquanto o caso não é retomado.
A PF contestou as acusações, afirmando que sua atuação foi técnica e regular. O diretor-executivo William Marcel Murad saiu em defesa de Andrei, dizendo que a corporação não se deixará abalar por ataques. Os 11 diretores da PF colocaram os cargos à disposição do diretor interino em apoio a Andrei e ao afastado Leandro Almada. A Advocacia-Geral da União anunciou recurso contra a decisão, argumentando que Mendonça interferiu em uma atribuição exclusiva do presidente da República.
Fonte: Poder360




