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Notícias/POLÍTICA08/09/2026· KF News

Ex-decano Celso de Mello diz que STF não pode ser escudo protetor de desvios individuais

O ex-ministro Celso de Mello, que ocupou por anos o cargo de decano do STF, divulgou um texto na noite de segunda-feira (7) com críticas diretas à situação atual do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, o STF "é maior do que todos e cada um de seus ministros" e, por isso, "não pode ser convertido em escudo protetor de desvios individuais". Celso destacou ainda que os episódios recentes envolvendo integrantes do Poder Judiciário "têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF", além de "sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade".

Mais cedo, ainda na segunda-feira (7), Celso de Mello tinha assinado, junto com um grupo de ex-ministros, uma carta de apoio ao atual presidente do STF, ministro Edson Fachin. O documento pede uma apuração "imediata e rigorosa", dentro do devido processo legal, sobre os episódios recentes que envolvem integrantes do Judiciário. Tanto a carta quanto o texto divulgado por Celso não mencionam os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que são alvos de pedidos de investigação no Supremo.

No texto, Celso foi enfático ao dizer que "nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público". Ele completou afirmando que "quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos". A carta foi assinada por 13 ex-ministros do STF, entre eles Carlos Velloso, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber. O grupo declarou ter "plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza" de Fachin na condução da Corte.

Fonte: CNN