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Notícias/AGRONEGÓCIO08/10/2026· KF News

Estresse térmico em vacas leiteiras pode reduzir produção de leite em até 20% nos períodos mais quentes

Foto: Divulgação/Portal Agroneg.

O calor é um dos maiores inimigos da produção de leite. Hilton do Carmo Diniz Neto, médico-veterinário e gerente de produtos de Bovinos de Leite da Cargill Saúde e Nutrição Animal, alerta que o estresse térmico pode reduzir a produção em até 20% nos momentos mais críticos. O problema começa quando as vacas não conseguem dissipar o calor do corpo de forma adequada. Com isso, elas ficam em pé por mais tempo, reduzem o consumo de alimento e o fluxo de sangue para o úbere cai, prejudicando o desempenho produtivo e os índices reprodutivos.

Os sinais de alerta incluem respiração acelerada, animal sempre buscando sombra e mudanças no comportamento. Superlotação, espaço insuficiente nos cochos e bebedouros e equipamentos de resfriamento sem manutenção podem agravar ainda mais o quadro.

Para controlar o problema, as instalações precisam ter boa circulação de ar, proteção contra o sol e sistemas de ventilação e aspersão funcionando bem. Nos sistemas a pasto, a oferta de sombra nos horários de maior sol é fundamental.

O fornecimento de água fresca e limpa deve ser garantido o dia todo, com bebedouros bem distribuídos para que todos os animais tenham acesso sem disputa. No manejo nutricional, o especialista recomenda oferecer o alimento nos horários mais frescos, quando as vacas tendem a comer melhor, além de controlar as sobras no cocho, já que o calor pode alterar as condições do alimento rapidamente.

Fonte: Portal Agroneg.