
A menos de um mês das eleições presidenciais, o Brasil vive um grande escândalo financeiro. O Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, empresário de 42 anos, acumulou quase R$ 40 bilhões em dívidas e foi liquidado em novembro de 2025, por insolvência. Vorcaro foi preso quando tentava embarcar num jato particular em São Paulo.
O escândalo envolve nomes de peso. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 45 anos e candidato à presidência, é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro. Em abril, o site Intercept Brasil divulgou gravações em que Flávio pedia grandes quantias a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", uma cinebiografia de Jair Bolsonaro estrelada pelo ator americano Jim Caviezel. Flávio havia negado a relação com o banqueiro, mas depois confirmou que Vorcaro contribuiu com milhões de dólares no projeto. Na quinta-feira dia 10, a Polícia Federal fez buscas e apreensões. O deputado Mario Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, também está entre os investigados.
O presidente Lula admitiu ter se reunido com Vorcaro fora da agenda em dezembro de 2024. Os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI) também aparecem entre os nomes com suposto vínculo com o banqueiro, que afirmava ter "amigos em todos os poderes".
No STF, a crise estourou depois que um relatório policial revelou mensagens de Vorcaro para um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo ajuda para barrar a investigação. O relatório foi divulgado pelo ministro André Mendonça, o que gerou um embate acirrado entre os dois. Moraes pediu investigação de Mendonça por "abuso de autoridade". Para tentar resolver a crise, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou sessão plenária para 15 de setembro. Lula classificou o caso como "o maior roubo da história do Brasil".
Fonte: Jovem Pan




