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Notícias/POLÍTICA29/08/2026· KF News

Eleições 2026: o que cada região do Brasil quer e como isso pesa na disputa pelo Planalto

O Brasil vai às eleições gerais em 4 de outubro de 2026 com cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno, um crescimento de 1,46% em relação ao pleito de 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Esse crescimento não é uniforme entre as regiões. O Norte foi a que mais cresceu proporcionalmente, com alta de 4,37% no seu eleitorado, mas ainda concentra pouco mais de 7,5% dos votos do país. O Sudeste foi a única região que perdeu eleitores desde 2022, com queda de 0,56%, mas ainda detém quase 42% do eleitorado nacional, o maior peso de todas as regiões.

Essa distribuição tem impacto direto nas estratégias dos candidatos ao Palácio do Planalto. Mesmo que cada voto valha igual na eleição presidencial, a concentração dos eleitores orienta onde as campanhas vão investir mais esforço e quais pautas ganharão mais atenção. O consultor legislativo Caetano Araújo, do Núcleo de Direito do Estado do Senado, avalia que não é viável para candidatos competitivos apostar na concentração em poucos estados ou regiões. Segundo ele, essa estratégia só faria sentido para quem já sabe que vai perder e quer apenas fortalecer o próprio nome ou o partido em determinadas unidades da Federação.

A escolha do presidente também influencia diretamente as políticas que chegam aos estados e municípios, já que o chefe do Executivo elabora e envia ao Congresso o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, que definem os recursos para saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social. Programas como SUS, Fundeb, Bolsa Família e iniciativas de segurança pública também dependem das decisões presidenciais.

Na Câmara dos Deputados, os 513 parlamentares são distribuídos entre os estados conforme o tamanho da população, com mínimo de oito e máximo de 70 cadeiras por estado. Caetano Araújo alerta que a distribuição atual das cadeiras ainda reflete a população dos anos 1980 e não acompanha as mudanças demográficas do país. No Senado, todas as unidades da Federação têm três senadores, o que garante representação igual independentemente do tamanho.

Pesquisa Panorama Político, publicada em junho de 2024 pelo Instituto DataSenado, mostrou que saúde é a principal preocupação dos brasileiros, seguida de custo de vida, corrupção e segurança pública. Já levantamento do PoderData/Aya, realizado entre 9 e 12 de agosto, aponta segurança pública como prioridade número um, com saúde e educação logo atrás. No Norte, 31% citam saúde como prioridade e 13% apontam emprego, o maior índice do país nesse tema. No Nordeste, saúde e segurança empataram com 22% cada. O consultor Caetano Araújo observa que as semelhanças nas pautas entre as regiões são mais relevantes do que as diferenças, embora particularidades locais ajudem a contextualizar cada demanda.

Fonte: Jovem Pan