
O El Niño 2026-2027 está oficialmente estabelecido e em fase de intensificação, segundo a WMO, a Organização Meteorológica Mundial. O fenômeno já exerce forte influência sobre chuvas e temperaturas na América do Sul entre agosto e outubro. O aquecimento do Oceano Pacífico equatorial está acoplado a mudanças na circulação atmosférica, o que vai além de uma simples anomalia no oceano. A NOAA, dos Estados Unidos, elevou para mais de 90% a probabilidade de um El Niño classificado como "muito forte" no período de outubro a dezembro de 2026.
O Cemaden, centro de monitoramento do governo federal, já alertava desde julho que o fenômeno ganharia força no segundo semestre. Estudos do órgão indicam que o El Niño 2026-2027 pode superar os eventos de 2015-2016 e de 2023-2024, quando foram registradas 7 e 9 ondas de calor, respectivamente.
Os riscos identificados são variados conforme a região: maior chance de chuvas extremas, enchentes e deslizamentos no Sul; agravamento da seca e risco elevado de queimadas no Norte e Nordeste; calor intenso e baixa umidade do ar no Centro-Oeste. O fenômeno também ameaça setores como agricultura, energia, logística, saúde e segurança alimentar.
Para enfrentar os impactos, o governo federal destinou R$ 1,335 bilhão para ações de preparação e resposta, cobrindo abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico e combate a incêndios. No setor elétrico, o CMSE decidiu acrescentar 1,8 GW de energia ao sistema nacional a partir de 1º de setembro. A MP nº 1384, publicada em 12 de agosto de 2026, garantiu recursos para estoques de alimentos básicos como milho e arroz, executados pela Conab.
Fonte: Poder360




