
O mercado financeiro brasileiro começou esta terça-feira (4) em ritmo de cautela. O dólar operou perto da estabilidade: chegou a registrar leves perdas no começo do pregão, mas inverteu o movimento e passou a subir de forma moderada. Por volta das 10h30, o dólar comercial estava sendo negociado próximo de R$ 5,09, com contratos futuros também mostrando valorização discreta.
Na segunda-feira, o dólar tinha fechado em alta de aproximadamente 0,34%, cotado em torno de R$ 5,087, interrompendo parte da queda das últimas semanas. Mesmo assim, em 2026 a moeda acumula desvalorização de mais de 7%, resultado da entrada de capital estrangeiro, dos juros altos no Brasil e da melhora na percepção sobre países emergentes.
O Ibovespa voltou a operar acima dos 179 mil pontos, sustentado pelas ações de bancos, mineradoras e empresas ligadas a commodities. O desempenho acompanha a melhora nos mercados internacionais, favorecida pela redução das tensões no Oriente Médio e pela expectativa de novos dados econômicos dos Estados Unidos.
O petróleo Brent, que subiu no início do dia, perdeu força e passou a ser negociado perto de US$ 81 o barril, aliviando preocupações com energia, inflação e fretes internacionais. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano também recuaram, favorecendo moedas de países emergentes, incluindo o real.
Os investidores aguardam dados sobre emprego e atividade econômica nos Estados Unidos, que podem mudar as expectativas para o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve. No cenário interno, analistas observam que qualquer piora nas contas públicas ou aumento das incertezas políticas pode provocar nova valorização do dólar. Os juros elevados no Brasil seguem ajudando a atrair capital estrangeiro e a limitar oscilações mais fortes da moeda.
Fonte: Portal Agroneg.




