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Notícias/AGRONEGÓCIO08/09/2026· KF News

Diesel S10 sobe 11,6% em 2026 e pressiona custos do transporte rodoviário de cargas

O preço médio do diesel S10 acumulou alta de 11,6% entre janeiro e agosto de 2026, mantendo a pressão sobre os custos do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Os dados são de um levantamento da TruckPag, empresa especializada em tecnologia de pagamento para frotas pesadas, que analisou abastecimentos em mais de 4.800 postos credenciados e cerca de 10 mil bombas distribuídas pelo país. Cerca de 90% desses estabelecimentos ficam em rodovias, os principais pontos de abastecimento dos caminhoneiros.

Em janeiro, o litro do diesel S10 custava, em média, R$ 5,78. Em agosto, o valor chegou a R$ 6,45, uma diferença de R$ 0,67 por litro. O pico foi registrado em abril, quando o combustível atingiu R$ 7,13 por litro. Desde então, o preço recuou por quatro meses consecutivos, mas ainda está num patamar bem mais alto do que no começo do ano. Em agosto, o preço ficou estável na maior parte do mês, próximo de R$ 6,43 por litro, repetindo o comportamento observado em julho.

Para o CEO e fundador da TruckPag, Kassio Seefeld, a queda desde abril não foi suficiente para eliminar a pressão sobre o setor. As transportadoras trabalham com margens reduzidas e precisam monitorar permanentemente os custos operacionais e revisar o planejamento financeiro.

No comparativo entre estados, a Bahia liderou a alta regional acumulada desde fevereiro, com avanço de 19,26%. Piauí aparece em seguida, com 18,55%, e Maranhão e Ceará registraram altas acima de 16%. Na Região Norte, o Tocantins teve a maior variação, de 13,69%. O Rio Grande do Sul apresentou a menor alta do país, com 5,85%. Nenhum estado registrou queda no período.

O diesel mais caro afeta diretamente o valor dos fretes e a competitividade do agronegócio, encarecendo o transporte de grãos, carnes, frutas e fertilizantes. O impacto também chega às propriedades rurais, nas operações com tratores, colheitadeiras e outros equipamentos movidos a diesel. A TruckPag projeta estabilidade nos próximos meses, mas alerta que oscilações no petróleo, no dólar e na política de preços dos combustíveis podem mudar esse cenário.

Fonte: Portal Agroneg.