
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, participou nesta quarta-feira (8/7) da reconstituição do duplo latrocínio que chocou Belo Horizonte. Algemada, ela chegou ao apartamento do Bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital mineira, e foi xingada de "vagabunda" e "assassina" por pessoas que estavam no local e por vizinhos nas janelas dos prédios vizinhos.
As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, assassinados no dia 25 de junho. Era a primeira vez que Paola trabalhava no apartamento do casal. Ela havia sido indicada às vítimas por um parente.
Segundo a Polícia Civil, Paola levou comprimidos de clonazepam até o imóvel, dopou as vítimas, esperou que elas perdessem a capacidade de reação e as matou com dezenas de facadas. Depois, fugiu levando joias, relógios de luxo, R$ 18 mil em dinheiro, celulares e outros objetos. A investigação aponta ainda que ela tomou banho no apartamento, vestiu roupas da idosa e saiu caminhando normalmente pela portaria do edifício.
Paola não tinha passagens pela polícia e agora é suspeita de ter cometido outros roubos sem ser descoberta. Ela foi presa na quinta-feira seguinte ao crime, durante uma tentativa de fuga que envolveu o filho de 6 anos. A reconstituição, que começou por volta das 13h30, foi acompanhada por membros da OAB-MG, que observaram os procedimentos sem entrar na cena do crime. O procedimento é um dos últimos passos do inquérito, que deve indiciar Paola por duplo latrocínio. Na terça-feira (7/7), véspera da reconstituição, a Polícia Civil localizou a faca usada nos assassinatos durante nova perícia no apartamento, com auxílio de luminol, reagente que revela vestígios de sangue invisíveis a olho nu.
Fonte: Metropoles




