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Notícias/POLÍTICA13/09/2026· KF News

Crise no STF deixa reeleição de Alcolumbre no Senado incerta para 2027

Foto: Divulgação/Poder360

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, está cercado de problemas. São 109 pedidos de impeachment de ministros do STF parados na Casa, e senadores avaliam que ele vai evitar tomar qualquer decisão sobre esses processos antes das eleições de 2026. Só que essa cautela tem um preço: sua reeleição para a presidência do Senado em 2027 está em risco.

O mandato de Alcolumbre termina em 1º de fevereiro de 2027, quando o Senado vai eleger nova Mesa Diretora. Se a oposição sair fortalecida das urnas, Rogério Marinho e Tereza Cristina são apontados como candidatos com força para disputar o cargo. E a base do governo também não dá garantia: o PT está focado no 4º mandato de Lula.

A oposição ainda associa a resistência de Alcolumbre aos pedidos de impeachment a interesses pessoais. O fundo previdenciário do Amapá, a Amprev, investiu R$ 400 milhões em letras do Banco Master. O ex-tesoureiro de Alcolumbre é investigado no caso, e seu irmão, Alberto Alcolumbre, é conselheiro fiscal da Amprev. A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta em fevereiro de 2026 para apurar a atuação dos gestores da autarquia.

A relação de Alcolumbre com o ministro Alexandre de Moraes também é citada pela oposição. Em 2 de setembro, o senador disse ter sofrido "muitas agressões" por causa das críticas ao ministro, e questionou a responsabilização dele e de Moraes pela destinação de R$ 130 milhões ligados ao filme Dark Horse.

Para tentar manter o cargo, Alcolumbre busca apoio do Planalto e vem acelerando pautas prioritárias do governo. A reaproximação com Lula veio após meses de desgaste. O ponto de virada foi a rejeição de Jorge Messias, indicado de Lula ao STF, pelo Senado em 29 de abril — a primeira vez em 132 anos que a Casa barrou um nome para o Supremo. Alcolumbre teve papel central nessa articulação.

No Amapá, o cenário eleitoral também é desfavorável. O aliado Clécio Luís aparece com 31% nas intenções de voto para o governo do estado, contra 62% de Dr. Furlan, que pode vencer no primeiro turno, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada em 8 de setembro, com 1.600 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais.

Fonte: Poder360