
A jornalista Mary Zaidan escreveu uma análise sobre as trajetórias dos principais candidatos à Presidência, tendo como gancho a semana de entrevistas no horário nobre da TV Globo. Segundo ela, foi o primeiro momento em que o público pôde comparar os postulantes — da biografia curta apresentada no início de cada entrevista ao comportamento diante de perguntas incômodas. Na avaliação da colunista, Lula tropeçou na resposta sobre uma lobista amiga de seu filho, enquanto Flávio Bolsonaro abusou de mentiras.
Sobre Lula, ela reconhece que, independentemente de simpatia, trata-se de um operário eleito presidente três vezes, a última delas após ficar 580 dias preso e ter a condenação anulada, associado a programas sociais e redução da miséria. Já Flávio Bolsonaro é descrito como filho do ex-presidente, cuja motivação central como candidato seria livrar o pai, condenado e preso por tentativa de golpe. Ele entrou na política aos 21 anos, tornou-se o deputado estadual mais jovem do Rio em 2002, renovou o mandato duas vezes e chegou ao Senado em 2018, onde, segundo a colunista, tem baixa performance. O único projeto de sua autoria que virou lei foi aprovado em 2023, no governo Lula — ou seja, nenhuma iniciativa sua foi sancionada durante o governo do pai.
A colunista também comenta outros candidatos: Ronaldo Caiado, governador de Goiás por dois mandatos com aprovação de 84,7%, mas descrito por ela como oportunista; Romeu Zema, empresário que governou Minas Gerais por dois mandatos; Renan Santos, do MBL; e Augusto Cury, psiquiatra e escritor com mais de 80 títulos publicados. A análise encerra com uma referência a Mario Covas, que em 1989 fez campanha por Lula contra Collor, como exemplo de coerência histórica e compromisso democrático.
Fonte: Metropoles




