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Notícias/AGRONEGÓCIO15/09/2026· KF News

Clima adverso e doenças elevam os riscos no cultivo de tomate saladete no Brasil

Foto: Divulgação/Portal Agroneg.

A combinação de temperaturas elevadas, excesso de chuvas e alta umidade vem aumentando os desafios para quem produz tomate saladete no Brasil. Essas condições climáticas favorecem o aparecimento de viroses e doenças foliares, com impacto direto na produtividade, na qualidade dos frutos e no aproveitamento comercial da colheita. De acordo com Thiago Teodoro, especialista em tomates e pimentões, quando o clima e as doenças trabalham contra a lavoura, o produtor precisa de estratégias para reduzir riscos e manter a produção dentro dos padrões exigidos pelo mercado. Um dos principais problemas é a perda de folhas. Sem uma boa cobertura foliar, a planta fica mais vulnerável, os frutos ficam expostos, e aumentam as ocorrências de rachaduras e tomates fora do padrão comercial. Os desafios não terminam na colheita. O tomate ainda passa por seleção, classificação, embalagem, transporte e distribuição antes de chegar ao consumidor, e frutos pouco firmes ou com danos perdem valor antes de chegar às prateleiras. Como alternativa, o especialista destaca o híbrido Ferrari F1, da Topseed Premium, desenvolvido para cultivo em campo aberto e em ambiente protegido. Entre as características atribuídas ao material estão vigor, boa cobertura foliar, tolerância a rachaduras, resistência a viroses e desempenho em períodos chuvosos, além de frutos uniformes, firmes e com coloração vermelha intensa. O produtor Ricardo Pereira Marques relata que utiliza o Ferrari F1 há aproximadamente três anos em municípios paulistas como Ribeirão Branco, Taquarivaí, Arandu e Mogi Guaçu, e também em Nova Resende, no Sul de Minas Gerais. Ao longo do ano, ele planta cerca de 600 mil pés de tomate distribuídos em aproximadamente 70 hectares. Segundo Marques, o híbrido se adaptou bem ao sistema de manejo e às diferentes épocas de plantio, com bom calibre de fruto, boa pós-colheita e resistência dupla a viroses e ao vira-cabeça.

Fonte: Portal Agroneg.