
A China declarou nesta terça-feira, dia 25 de agosto, que está acompanhando de perto a guerra econômica declarada pelos Estados Unidos contra o Irã e prometeu tomar "todas as medidas necessárias" para defender seus próprios direitos e interesses. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
Segundo Lin Jian, a cooperação da China com o Irã sempre foi conduzida dentro das regras do direito internacional e não deve ser interferida ou prejudicada por ninguém. "A China está acompanhando de perto os desdobramentos relevantes e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus próprios direitos e interesses", disse o porta-voz.
O posicionamento de Pequim veio um dia depois de o governo Donald Trump lançar a Operação Pária Econômica, um plano criado pelo Departamento do Tesouro dos EUA com o objetivo de isolar o Irã economicamente. Para atingir esse objetivo, Washington ameaçou sancionar países e entidades que mantêm negócios com os iranianos.
A própria administração americana chamou o início dessa ofensiva de "Dia D", fazendo referência ao ataque dos aliados contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Já no anúncio do plano, empresas e embarcações da China, Suíça, Singapura, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos foram alvos de sanções secundárias, por suposto envolvimento no transporte de petróleo iraniano.
O objetivo dos EUA, segundo a matéria, é pressionar o Irã a fechar um acordo de paz. O governo iraniano, por sua vez, classificou toda a ofensiva americana como "terrorismo econômico".
Fonte: Metropoles




