
O agronegócio brasileiro está passando por uma mudança de mentalidade. Três conceitos vêm ganhando força nas propriedades rurais: Saúde Única, Bem-Estar Animal e Bem-Estar Único. Cada um tem um papel diferente, mas os três se complementam na construção de uma produção mais eficiente e responsável.
A Saúde Única, também chamada de One Health, parte do princípio de que a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente estão diretamente conectadas. Segundo dados citados na matéria, cerca de 60% das doenças infecciosas humanas são zoonoses, e 75% dos agentes causadores de doenças emergentes têm origem animal. Para um país como o Brasil, que possui um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, investir em vigilância sanitária, vacinação e biosseguridade é uma barreira estratégica para toda a cadeia alimentar.
O Bem-Estar Animal foca nas condições de vida do rebanho: acesso a água e alimento, conforto térmico, manejo de baixo estresse, acompanhamento veterinário e possibilidade de os animais expressarem comportamentos naturais. Animais bem cuidados tendem a ter melhor imunidade, melhor desempenho e menos risco de lesões.
O Bem-Estar Único, ou One Welfare, amplia esse cuidado e inclui as condições físicas e emocionais das pessoas que trabalham na produção. Trabalhadores capacitados e em ambientes seguros cometem menos falhas operacionais, o que reduz o estresse dos animais e fortalece os protocolos de biosseguridade.
Segundo a MSD Saúde Animal, o número de propriedades certificadas em Bem-Estar Único cresceu 316% entre 2024 e 2025, passando de 12 para 50 fazendas, entre operações de bovinocultura, suinocultura e avicultura. A meta da empresa é alcançar 100 propriedades certificadas ainda este ano. A certificação "Missão de Cuidar – Bem-Estar Único" avalia mais de 170 critérios e é auditada pela certificadora internacional QIMA. O manejo adequado também melhora atributos da carne, como cor, textura e sabor, e reduz a necessidade do uso de antimicrobianos.
Fonte: Portal Agroneg.




