
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B, acionou o Tribunal Superior Eleitoral com 6 processos pedindo a retirada de vídeos e publicações contra o presidente Lula e seu partido nas redes sociais. Os alvos das ações são o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e os responsáveis por 8 perfis no Instagram.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, negou 5 dos 6 pedidos. A única remoção determinada foi a de um vídeo de deepfake — conteúdo sintético feito com inteligência artificial — no qual vozes manipuladas imitavam Lula e o senador Jaques Wagner num diálogo fictício sobre crimes.
Nos cinco pedidos que recusou, Mendonça avaliou que os conteúdos traziam críticas políticas duras, hiperbólicas ou satíricas, mas sem falsidades evidentes ou descontextualizações graves que justificassem remoção imediata. Os posts relacionavam Lula e o PT ao PCC, ao Comando Vermelho, ao Banco Master e ao seu fundador, Daniel Vorcaro. Parte dos conteúdos usava recursos de inteligência artificial.
Entre os casos, Flávio Bolsonaro publicou no X que Lula faria "lobby" para proteger facções criminosas. Carlos Bolsonaro relacionou no Instagram um caso de violência envolvendo uma criança à "soberania" defendida por Lula. Um vídeo feito com IA mostrava Flávio pilotando um avião contra embarcações com as siglas PCC, CV e PT — classificado por Mendonça como ficcional e caricatural. Outro vídeo, publicado pelo PL e compartilhado por Flávio, ligava o Banco Master ao PT, a Lula, a Lulinha, a Guido Mantega e a Jaques Wagner.
O PL também entrou com uma ação contra a federação, pedindo investigação sobre possível uso irregular do Fundo Partidário no 8º Congresso Nacional do PT e no projeto "Porta Vozes de Lula". Mendonça determinou a preservação e entrega de documentos, mas não proibiu as atividades de mobilização digital. Todas as decisões são liminares e não representam julgamentos definitivos.
Fonte: Poder360




