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Notícias/POLÍTICA29/09/2026· KF News

Campanha de Flávio Bolsonaro aposta na reação das torcidas às bets para desgastar Lula

Foto: Reprodução

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está apostando na reação das torcidas organizadas à proibição das bets para desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliados de Flávio calculam que o impacto da medida nos clubes pode custar entre 1% e 2% dos votos do petista.

Nos últimos dias, os bolsonaristas monitoraram nas redes sociais a repercussão da medida provisória que proibiu a atuação das empresas de bets e os paralelos com a retirada de patrocínios dos clubes de futebol. O governo minimizou o impacto, afirmando que os times não vão ficar sem patrocínio e que outras empresas já demonstraram interesse em ocupar o espaço deixado pelas bets. O PT ainda declarou que a edição da MP representa ganho eleitoral para o governo.

Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio tenta conter os estragos causados pela polêmica em torno de uma fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e seu efeito no eleitorado evangélico e em outras parcelas da população. Em entrevista a um podcast católico, Flávio chegou a comparar a situação com a facada sofrida pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, em 2018.

Na noite de segunda-feira (28), a equipe de Flávio enviou uma nota à imprensa reafirmando que ele "sempre defendeu o total respeito a todas as religiões e formas de expressão da fé". A nota também esclareceu uma fala de agosto, em que Flávio disse que um dos seus primeiros atos, se eleito, seria "decretar" que o país pertence a Jesus Cristo. Segundo a nota, a intenção é fazer uma oração antes de ler o termo de posse, "entregando o Brasil a Jesus Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e pedido de proteção e benção para todos os brasileiros".

Aliados como Silas Malafaia e outros pastores, em nome do Cimeb (Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil), também divulgaram nota afirmando que evangélicos e católicos vivem em paz e que não existe nenhuma iniciativa para cancelar feriados ou cultos religiosos.

Fonte: CNN