
O mercado internacional do café abriu esta sexta-feira, 17, sem direção única nas principais bolsas mundiais. Em Nova York, na ICE Futures US, o café arábica tentava se recuperar após uma queda de mais de 4% no pregão anterior. O contrato setembro/2026 era negociado a 313,15 cents de dólar por libra-peso, com alta de 55 pontos, enquanto o dezembro/2026 avançava para 298,45 cents, com valorização de 120 pontos. Já em Londres, na ICE Europe, o robusta apresentava desempenho mais consistente: o vencimento setembro/2026 subia US$ 78, chegando a US$ 3.875 por tonelada, e o novembro/2026 avançava US$ 79, cotado a US$ 3.826 por tonelada. O avanço da colheita brasileira continua sendo um dos principais fatores no mercado. O clima mais favorável ao longo da semana acelerou os trabalhos nas lavouras e as etapas de secagem dos grãos, aumentando a expectativa de maior disponibilidade de café nos próximos meses. A valorização do dólar frente ao real também contribuiu para ampliar a competitividade das exportações brasileiras. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, o Cecafé, em junho de 2026 o Brasil exportou 3,060 milhões de sacas de 60 quilos, alta de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com receita de US$ 972,8 milhões. No ano-safra 2025/26, o país exportou 38,462 milhões de sacas para 125 países, gerando uma receita de US$ 14,595 bilhões, o segundo maior resultado da série histórica do setor. Outro ponto de atenção é que o café brasileiro ficou fora da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. Segundo analistas, a exclusão era esperada porque a indústria norte-americana depende muito do abastecimento brasileiro e não tem fornecedores capazes de substituir, no curto prazo, os volumes do Brasil, tanto de café verde quanto de solúvel. O mercado deve continuar volátil nas próximas semanas, reagindo a informações sobre produção, clima, logística e comércio internacional.
Fonte: Portal Agroneg.




