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Notícias/NEWS11/09/2026· KF News

BRB pagou bilhões ao Master mesmo após alertas internos apontarem fraude, diz PF

O Banco de Brasília, o BRB, continuou comprando carteiras de crédito do Banco Master mesmo depois de relatórios internos apontarem problemas sérios: falta de comprovação dos créditos, dados inconsistentes e risco de fraude. Segundo laudo da Polícia Federal, os alertas não foram suficientes para interromper as novas operações.

A perícia identificou 22 operações em que o dinheiro foi pago antes da conclusão de pelo menos um dos pareceres técnicos previstos. Esse valor soma R$ 7,63 bilhões, o que representa 43,41% do total desembolsado nas compras de carteiras de varejo analisadas.

Um relatório interno do próprio BRB, concluído em 4 de abril de 2025, já havia registrado falhas na documentação, ausência de comprovação dos créditos e risco de fraude. Mesmo assim, depois desse documento, o banco ainda desembolsou R$ 5,23 bilhões. Desse total, R$ 2,19 bilhões foram pagos após o relatório final, concluído em maio.

A PF também encontrou 25 aprovações de compras do Master que somaram R$ 17,5 bilhões. Em 21 delas, o valor foi exatamente de R$ 750 milhões, que é o limite que permitia manter a decisão na Diretoria Colegiada do BRB, sem precisar passar pelo Conselho de Administração. Para a perícia, esse padrão permitiu que as compras ficassem fora da instância superior de controle.

Os documentos vieram a público depois que o presidente do STF, Edson Fachin, mandou retirar o sigilo das investigações do Banco Master. O ministro André Mendonça, relator do caso, cumpriu a determinação e ainda encaminhou cópia do material aos demais ministros. A retirada do sigilo acontece em meio a uma crise no STF após relatórios da PF sobre Daniel Vorcaro atingirem integrantes da Corte. Mendonça chegou a afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Flávio Dino determinou a volta dos dois, e Fachin depois suspendeu as duas decisões, concentrou na Presidência do Supremo a análise dos processos e convocou o plenário para discutir o caso no dia 15.

Fonte: Jovem Pan