
A beterraba está conquistando um papel cada vez mais relevante no agronegócio brasileiro. Presente há muito tempo na horticultura do país, a cultura passou a receber maior atenção por sua composição nutricional e pelas possibilidades de negócio nos mercados de alimentos funcionais, produtos minimamente processados e bebidas naturais.
Entre os componentes que despertam interesse científico está o nitrato natural. Segundo a nutróloga Raphaela Zanella, professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica São Paulo, esse composto participa, no organismo, de processos ligados à formação do óxido nítrico, substância que atua na regulação do fluxo sanguíneo. Estudos também avaliam a relação entre o consumo de beterraba ou de seu suco e o desempenho físico em exercícios aeróbicos, mas os resultados variam conforme o condicionamento da pessoa, o tipo de atividade e características individuais.
Além do nitrato, a hortaliça fornece fibras, folato e outros compostos bioativos. A forma de preparo interfere no aproveitamento desses nutrientes: o cozimento a vapor preserva mais substâncias do que ferver em muita água, e o consumo da beterraba inteira mantém as fibras que podem ser perdidas na produção de alguns sucos.
No campo, clima, cultivar e manejo influenciam diretamente a qualidade das raízes, o tamanho, a uniformidade e os preços obtidos na comercialização. A hortaliça pode ser vendida in natura ou destinada à fabricação de sucos, bebidas, alimentos prontos e produtos minimamente processados. O aproveitamento das folhas também amplia as possibilidades de uso e ajuda a reduzir perdas na cadeia.
"Quando a ciência ajuda a compreender melhor as características de uma cultura tradicional, como a beterraba, cria-se uma oportunidade de valorizar o alimento e toda a cadeia envolvida em sua produção", afirma Zanella.
Fonte: Portal Agroneg.




