
O Banco Master usou ferramentas simples como Word e PDF para fabricar documentos falsos e viabilizar a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília, o BRB. As informações são de relatórios da Polícia Federal e do Banco Central.
Segundo as investigações, gestores do Master compartilhavam CPFs de clientes entre si para gerar Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Esses documentos eram produzidos no Word e apresentados como se fossem créditos reais. O banco ainda usou procurações falsas "assinadas" por clientes, nomeando o próprio Master como procurador — sendo que o Master era o credor dessas mesmas cédulas.
Para dar aparência de legitimidade ao esquema, foi criada a Tirreno, uma empresa de fachada controlada pela Sociedade de Crédito Direto Cartos. A PF explicou que o Master criou essa estrutura porque seu histórico real de créditos consignados era pequeno demais para cobrir sua necessidade de captação.
A fabricação dos documentos falsos teria se intensificado a partir de meados de abril de 2025, após o Banco Central solicitar informações sobre a possível compra do Master pelo BRB. Segundo a PF, gestores dos dois bancos agiram juntos para encobrir o desvio. No total, R$ 12,2 bilhões foram transferidos do banco público para o banco privado.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero para apurar as compras das carteiras de crédito que seriam falsas.
Fonte: Metropoles




