
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, nesta quinta-feira (16/7), que o governo federal vai lançar um programa de apoio para os setores econômicos prejudicados pelo tarifaço dos Estados Unidos. A medida é uma resposta à decisão do governo do presidente Donald Trump, que vai aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho.
Em coletiva de imprensa, Alckmin afirmou: "O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas." O vice-presidente também classificou o tarifaço como "injusta e descabida" e argumentou que, nos últimos 15 anos, os EUA registraram superávit na balança comercial com o Brasil, e não déficit.
Alckmin ainda revelou que o governo estuda acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras unilaterais a produtos nacionais. "No momento adequado, o governo saberá implementá-la", disse.
Participaram da coletiva os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente), a secretária de Justiça Maria Rosa Guimarães e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O ministro Mauro Vieira afirmou que os EUA tomaram a medida porque o "Brasil não se curvou". Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio usou as redes sociais para responsabilizar o governo Lula pelo tarifaço, afirmando que o Brasil "não negociou de boa-fé" com as autoridades americanas.
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