
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16/07/2026) que o governo brasileiro tem respaldo legal para reagir ao novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, logo após reunião coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Durigan classificou a sobretaxa americana como ilegítima, argumentando que ela se baseia em argumentos falsos e representa uma interferência externa indevida no Brasil. "Houve interferência indevida externa, inadmissível para o governo, seja política, econômica ou uma forma qualquer de afugentar ou constranger os brasileiros", declarou. Ele completou: "A política econômica de um país é feita para seus cidadãos e não para tentar atender um secretário de outro país."
Segundo o ministro, a medida norte-americana não encontra justificativa nos dados reais da relação comercial entre os dois países. Na avaliação dele, a tarifa prejudica o empresário brasileiro que investe para exportar mais e ainda encarece os produtos para o consumidor americano.
Durigan também destacou que o USTR, o escritório de comércio dos Estados Unidos, ampliou a lista de aproximadamente 2.000 produtos brasileiros isentos da tarifa. Para ele, isso confirma que esses itens são essenciais para a economia americana e demonstra a complementariedade entre os dois países, construída ao longo de mais de 200 anos de relações comerciais. O governo sinalizou que seguirá usando a Lei da Reciprocidade Comercial como instrumento de resposta enquanto busca uma solução negociada.
Fonte: Poder360




