
O Tribunal Superior Eleitoral determinou a retirada do ar do jingle oficial de campanha do candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo. O vídeo foi lançado em 22 de agosto e usa animação feita com inteligência artificial, mostrando fantoches representando o presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal vestidos com roupas de presidiários.
A decisão foi assinada pelo ministro e presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que afirmou que o conteúdo "ultrapassa a crítica política, ainda que contundente, e ingressa no campo da imputação ou sugestão de práticas criminosas". O ministro apontou cinco elementos do vídeo que motivaram a decisão: Lula retratado como ladrão; o PT associado a desvio de dinheiro; os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes representados em uniforme de presidiário dentro de uma cela; Lula preso, com o número 171 — referência ao crime de estelionato — lendo um bilhete; e uma manchete envolvendo um de seus filhos.
Nunes Marques também destacou que o vídeo atinge o Judiciário ao inserir o STF em "narrativa visual associada à criminalidade". A ação que levou à decisão foi impetrada pela coligação "Brasil Pronto Pra Mais", formada por PT, PSB, PDT, PC do B, PV, Psol e Rede. Além da remoção do vídeo original, o TSE proibiu que o conteúdo seja republicado, redistribuído ou veiculado em versões modificadas.
Em nota, Zema chamou a decisão de censura e disse que é "mais um tapa na cara do povo brasileiro". Ele afirmou que o país vive "uma ditadura do Judiciário" e criticou os ministros por, segundo ele, se preocuparem em "retirar vídeos de fantoches do ar quando deveriam preocupar em limpar sua própria sujeira".
Fonte: Poder360




