
O TSE, Tribunal Superior Eleitoral, decidiu por unanimidade a retirada de uma publicação no X que atribuía ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, o assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto em 2024 na frente do escritório dele, no centro do Rio de Janeiro.
A liminar foi concedida pelo ministro Nunes Marques, presidente do TSE e relator do caso, em 27 de julho. Na avaliação de Marques, a postagem foi além da crítica política ao afirmar diretamente que "Flávio Bolsonaro mandou matar o advogado Rodrigo Marinho Crespo", sem apresentar elementos mínimos de prova. O plenário do tribunal referendou a decisão em sessão virtual extraordinária realizada entre 12 e 14 de agosto, com resultado formalizado no sábado, dia 15.
A ordem determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas. O dono do perfil ficou proibido de republicar, difundir ou modificar o mesmo post, inclusive em versões com palavras trocadas para dificultar a detecção, sob pena de multa.
A ação foi ajuizada pelo Diretório Nacional do Partido Liberal, que apontou propaganda eleitoral antecipada negativa, disseminação de informação falsa e ataque à honra do candidato.
O post, publicado em 6 de julho, dizia que Flávio teria mandado matar Crespo com 11 tiros e relacionava o crime a uma disputa judicial por uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, envolvendo o jogador Richarlison. Flávio nunca foi parte do processo, mas foi incluído como testemunha após visitar o imóvel antes da conclusão da venda e retornar ao local acompanhado de Willer Tomaz, amigo pessoal e personagem central da disputa. Crespo constava nos registros como representante da WT Administração em um dos processos.
Fonte: Poder360




