
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à presidência, apresentou nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, seu plano de governo para a área de saúde. O evento foi realizado na sede do partido em São Paulo. O plano defende o uso de Inteligência Artificial e outras tecnologias para baratear a saúde pública e propõe uma reorganização ampla do SUS, com foco em prevenção, integração digital e fortalecimento da produção nacional de medicamentos e vacinas.
Na cerimônia, Caiado afirmou que indústrias, universidades, pesquisadores e a IA devem avançar juntos para produzir uma saúde mais barata, com eficiência e tecnologia de dados. Ele sinalizou também a possibilidade de adotar o prontuário genômico, que permitiria identificar riscos precoces de câncer de mama, colo de útero e casos ligados ao autismo.
Uma das propostas centrais é conectar cada UBS a um hospital situado a no máximo uma hora de distância, usando a IA para eliminar sistemas manuais de controle de vagas. O candidato disse que vai recorrer a governadores e prefeitos para engajar uma campanha nacional de interligação da rede de saúde.
O plano é assinado pela chapa Caiado e Gilberto Kassab (PSD) e foi elaborado com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Ele traz 15 ações e 21 metas nacionais com prazo até 2030, organizadas em quatro fases: diagnóstico operacional em 2027, implantação prioritária entre 2027 e 2028, expansão e correção de desigualdades em 2029, e avaliação independente em 2030.
Entre as metas estão: redução de pelo menos 50% no tempo das filas prioritárias; queda de 20% nas internações evitáveis; redução de 30% na mortalidade cardiovascular prematura e na razão de mortalidade materna; cobertura vacinal de pelo menos 95%; 100% dos hospitais estratégicos integrados a sistemas digitais; e cobertura integral do SAMU com redução de 50% no tempo de espera por leito de UTI nas regiões mais críticas.
O programa também inclui ações para saúde mental, saúde indígena e propõe a criação de uma Aliança Nacional de Ciência e Produção em Saúde, reunindo Fiocruz, Instituto Butantan, universidades, hospitais universitários, laboratórios públicos e indústria privada, com metas de nacionalização de vacinas, imunobiológicos e medicamentos de alto custo.
Fonte: Poder360




