
O TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, fechou uma parceria com a empresa britânica de inteligência artificial ElevenLabs para coibir o uso de áudios sintéticos falsos durante as eleições de 2026. O objetivo é impedir que vozes de candidatos e autoridades sejam copiadas e usadas para enganar eleitores, prática conhecida como deepfake de áudio.
O acordo foi assinado no dia 3 de agosto de 2026 pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e pelo cofundador da ElevenLabs, Mateusz Staniszewski. A parceria integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e não envolve nenhum repasse financeiro entre as partes. A vigência vai até 31 de dezembro de 2026.
A cooperação está dividida em três frentes. Na primeira, a ElevenLabs vai manter uma lista de "Vozes Protegidas", impedindo que sua plataforma crie versões sintéticas da voz de candidatos registrados e de servidores da Justiça Eleitoral. Na segunda, a empresa vai apoiar investigações do TSE para identificar se áudios suspeitos de fraude foram gerados em seus sistemas, e ao fim das eleições deverá entregar um balanço com o total de tentativas de manipulação detectadas. Na terceira frente, o TSE vai usar gratuitamente as ferramentas de conversão de texto em fala e reconhecimento de voz da empresa em seus serviços públicos, a começar pelo Assistente Eleitoral, para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual, idosos e cidadãos com baixo letramento digital. O acordo deixa claro que os compromissos da ElevenLabs valem apenas para conteúdos criados dentro da própria plataforma, não cobrindo ferramentas de terceiros.
Fonte: Poder360




