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Notícias/NEWS02/08/2026· KF News

Trump cancela ataques ao Irã e Netanyahu enfrenta posição difícil com eleições se aproximando

Donald Trump anunciou o cancelamento dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e declarou que "Israel se une a mim neste compromisso". Mesmo assim, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão — e o silêncio tem explicação.

Netanyahu esteve no Salão Oval na terça-feira, 28 de julho, e, segundo a análise da CNN, provavelmente esperava ter convencido Trump, conhecido por ser imprevisível, a manter a pressão militar tanto sobre o Irã quanto em relação a Gaza. A semana, porém, começou com o líder israelense lidando com problemas nas duas frentes ao mesmo tempo.

Israel quer que os EUA retomem os ataques ao Irã com força total. Para Netanyahu, ter conseguido convencer Washington a entrar numa grande operação militar foi considerado uma vitória. Mas, na perspectiva do próprio Netanyahu e de grande parte da opinião pública israelense, essa ação terminou cedo demais. Israel não está preocupado com preços de petróleo nem com rotas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O que importa para os israelenses é acabar com o programa nuclear iraniano e com o regime que o sustenta. Como os dois seguem intactos, Netanyahu fica politicamente exposto — e as eleições gerais em Israel estão a menos de três meses.

Em Gaza, a situação também complica para o premier israelense. Antes mesmo do anúncio de Trump na noite de quinta-feira, o gabinete de Netanyahu já demonstrava preocupação. Trump declarou que o Hamas concordou em se desarmar, chamando o movimento de "passo monumental em direção a uma paz e segurança duradouras". Israel, no entanto, acredita que Washington está com pressa demais para colher uma vitória diplomática e disposto a fazer concessões ao Hamas para isso. Netanyahu não quer qualquer restrição à liberdade de Israel de agir como quiser em Gaza e deve tentar adiar — ou até inviabilizar — esforços americanos para interromper os ataques ou promover retiradas de tropas do enclave, mesmo que parciais.

Fonte: CNN