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Notícias/POLÍTICA09/09/2026· KF News

TRE-PR aprova candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado por 4 votos a 3

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol, do partido Novo, ao Senado pelo Paraná. O julgamento aconteceu na terça-feira, dia 8 de setembro de 2026, durou cerca de 7 horas e terminou com o voto de desempate do presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza.

Logo depois da decisão, Dallagnol fez publicações no X comemorando o resultado. Ele declarou que pretende usar uma eventual cadeira no Senado para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também trabalhar pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. "Já botamos o pai na cadeia, vamos botar o filho", disse ele. Dallagnol também comparou a votação de 4 a 3 a uma "final de Copa do Mundo" decidida "pênalti a pênalti" e chamou o resultado de um "grito contra o sistema".

O ex-procurador contou que chorou durante o voto da relatora, Vanessa Jamus Marchi, que defendeu o registro da candidatura. Segundo ele, a manifestação da juíza renovou sua "esperança nos juízes". A relatora entendeu que a situação jurídica de Dallagnol mudou desde a decisão do TSE de 2023, que levou à perda de seu mandato de deputado federal. Ela afirmou que os processos administrativos considerados naquele julgamento foram encerrados e que a elegibilidade deve ser analisada pela situação atual do candidato. "A situação se alterou e não se verifica inelegibilidade", disse Marchi, segundo a Folha de S.Paulo.

Em 2023, o TSE entendeu, por unanimidade, que Dallagnol deixou o Ministério Público Federal em 2021 para evitar que procedimentos em andamento no Conselho Nacional do Ministério Público resultassem em inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. A impugnação da candidatura foi apresentada pela coligação formada por PT e PDT, que devem recorrer da decisão ao TSE. No mesmo julgamento, o TRE-PR aplicou multa de R$ 100 mil a Dallagnol por litigância de má-fé, após sua defesa anexar ao processo documentos com dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do STF.

Fonte: Poder360