
No 7 de Setembro de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, participou de um ato na Avenida Paulista e fez um pedido direto aos paulistas: que o Estado não eleja senadores de esquerda nas próximas eleições. Nas suas palavras, São Paulo precisa fazer a sua parte elegendo senadores "comprometidos com o Brasil" e "de direita".
O governador defendeu que o Senado precisa se impor e fiscalizar tanto o Executivo quanto o Judiciário. Ele disse que, se isso não acontecer, o sistema de freios e contrapesos vai ruir, e o que vai sobrar é o que chamou de "a mais covarde das ruínas, que é a ruína da omissão".
O ato foi convocado pelo senador Flávio Bolsonaro, do PL, que é candidato à Presidência da República, com o mote "Fora Lula, Fora Moraes" e "É agora ou nunca". A manifestação já estava marcada desde o início de agosto, mas ganhou novo peso após a divulgação de mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Com a repercussão das mensagens, Flávio Bolsonaro passou a chamar Moraes de "laranja podre" e o gabinete do ministro de "gabinete da perseguição".
Para comparar: o ato do 7 de Setembro de 2025, no mesmo local, reuniu 48.800 pessoas. Quatro dias depois, em 11 de setembro de 2025, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em 2024, Bolsonaro havia reunido quase 60.000 pessoas na Paulista. Em 2021, quando ainda era presidente, ele convocou apoiadores para o mesmo local e chamou Moraes de "canalha" durante o ato.
Fonte: Poder360




