
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, discursou no ato do 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, e foi direto nos ataques ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele chamou Moraes de "laranja podre" e afirmou que o ministro "vai cair". Flávio prometeu que, se eleito, vai indicar cinco ministros ao Supremo — "contra o aborto, contra as drogas, que ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo", nas palavras do candidato.
Flávio disse ainda que "quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes" e afirmou que não vai permitir que Lula indique "mais quatro Alexandres de Moraes" para o STF. No discurso, ele lembrou a facada sofrida pelo pai em 2018 e chamou o 8 de Janeiro de uma grande "farsa", dizendo que Jair Bolsonaro "levou uma segunda facada ao ser condenado por um crime que não cometeu". O locutor do evento pediu anistia para Jair Bolsonaro, preso após condenação pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
No mesmo ato, o governador Tarcísio de Freitas disse que "ninguém está acima da lei e da Constituição" e cobrou respostas do STF sobre Moraes. Nikolas Ferreira chamou os áudios trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro de "pastel de vento" e afirmou que "o lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia". O pastor Silas Malafaia pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, afaste Moraes. O evento também contou com discursos do prefeito Ricardo Nunes, da bispa Sonia Hernandes e da deputada Bia Kicis.
O ato é visto como termômetro da força do bolsonarismo e tinha meta de reunir pelo menos 100 mil pessoas. A campanha de Flávio enxerga o evento como ponto de virada, já que a pesquisa Datafolha de 3 de setembro mostra Lula com 38% e Flávio com 33% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, Lula aparece com 46% contra 44% de Flávio.
Fonte: Metropoles




