
A Suprema Corte da Rússia proibiu, nesta segunda-feira (10), o partido Yabloko de participar das eleições parlamentares de setembro. O Yabloko, cujo nome significa "maçã" em russo, é o único partido do país contrário à guerra. O juiz Vyacheslav Kirillov declarou que foram aceitos os pedidos para cancelar o registro das candidaturas do partido no pleito. A ação havia sido movida por um partido nacionalista favorável ao Kremlin. As eleições parlamentares russas são vencidas desde 2003 pelo Rússia Unida, partido do presidente Vladimir Putin. Cerca de 100 apoiadores do Yabloko, a maioria jovens, se reuniram em frente ao tribunal e gritaram "Vergonha! Vergonha!" após o anúncio. O líder do partido, Nikolai Rybakov, anunciou que vai recorrer da decisão. "Temos um longo caminho pela frente e uma tarefa grande e importante: deter as mortes e trazer a paz de volta", disse ele. Com a maioria dos opositores de Putin presos, exilados ou mortos, o Yabloko é o único partido liberal ainda ativo na Rússia. O partido recebeu apoio de figuras da oposição no exílio, entre elas Yulia Navalnaya, viúva do líder opositor Alexei Navalny. Tanto o Yabloko quanto Navalnaya são classificados como "extremistas" pelas autoridades russas. Uma pesquisa realizada no início deste ano mostrou apenas 3% de apoio ao Yabloko, abaixo do limite de 5% exigido para ter representação na Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. A última vez que o partido conquistou cadeiras na Duma foi em 2003. As tentativas diplomáticas de encerrar a guerra na Ucrânia, que já dura quase quatro anos e meio, fracassaram até agora. Putin mantém exigências territoriais para encerrar os combates e descarta negociar com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. Pesquisas independentes indicam que a maioria dos russos é favorável ao início de negociações de paz com Kiev.
Fonte: Jovem Pan




