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Notícias/NEWS13/08/2026· KF News

Relatório do Cimi aponta 258 indígenas assassinados em 2025, número superior ao do ano anterior

O Conselho Indigenista Missionário, o Cimi, divulgou nesta quinta-feira, dia 13, o Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, com dados de 2025. O documento mostra que 258 indígenas foram assassinados no ano, número acima dos 211 casos de 2024. Os estados com mais mortes foram Roraima, com 82 casos, Amazonas, com 47, e Mato Grosso do Sul, com 37.

O relatório registrou aumento em três frentes: violência contra a pessoa, violência contra o patrimônio e omissão do poder público. Entre os casos de violência direta, quatro indígenas do povo Avá-Guarani foram baleados no oeste do Paraná logo nos primeiros dias de 2025, em área em processo de demarcação. Um deles perdeu os movimentos das pernas após ser atingido na coluna. Em março, o Pataxó Vitor Braz foi morto no extremo sul da Bahia, e em novembro o Guarani Kaiowá Vicente Fernandes foi morto no Mato Grosso do Sul. Os três casos ocorreram em terras já delimitadas pelo Estado, com processos de demarcação que se estendem há mais de uma década.

Foram registrados também 215 suicídios indígenas em 2025, contra 208 em 2024. Os casos ficaram concentrados entre jovens de 20 a 29 anos, com 41% dos registros, e entre os de até 19 anos, com 34%. As mortes de crianças indígenas de até 4 anos chegaram a 1.024, alta em relação às 922 de 2024. Do total, 586 mortes, ou seja, 57%, foram causadas por situações evitáveis, como gripe, pneumonia, doenças intestinais e desnutrição.

No campo fundiário, das 1.443 terras e reivindicações territoriais existentes no Brasil, 897 ainda aguardam alguma medida para regularização, sendo que 582 nem iniciaram o processo de demarcação. O relatório aponta que o impasse em torno da Lei do Marco Temporal, a Lei 14.701 de 2023, contribuiu para a estagnação dos processos demarcatórios ao longo do ano.

Fonte: Agencia Brasil