
A Polícia Federal adiou o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O depoimento estava marcado para esta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, mas foi adiado a pedido da defesa de Lima, conforme confirmado pelo Poder360.
A PF aponta Lima como um dos principais interlocutores do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, nas investigações que apuram a relação do parlamentar com o caso Master. Lima foi controlador do Banco Pleno, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro de 2026. Ele havia assumido o controle do banco em julho de 2025. Em novembro daquele mesmo ano, já havia sido preso preventivamente em uma etapa anterior da investigação.
Em junho de 2026, Lima foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, quando a PF também fez buscas em endereços de Wagner. A PF aponta que Lima participou de articulações para viabilizar a compra, pelo Banco de Brasília, de carteiras do Banco Master, suspeita identificada a partir da análise dos celulares de Vorcaro.
Os documentos da investigação registram 74 ligações entre Wagner e Lima. Nas conversas, o senador chamava o banqueiro pelo apelido "Guga". A PF aponta que Wagner teria atuado politicamente em defesa dos interesses do banco de Vorcaro no Senado, com destaque para a ampliação da margem de crédito consignado, medida com impacto direto nos negócios do Master. Como possível contrapartida, a PF aponta que o senador teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador, na Bahia, além de R$ 3,5 milhões destinados a empresas de familiares.
Em 31 de julho de 2026, Wagner afirmou estar "tranquilo" e disse ter "certeza de que vai provar sua inocência". Em entrevista à Rádio Baiana FM, disse estar focado nas eleições de outubro. A defesa de Lima, por sua vez, afirmou que ele "sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência e responsabilidade técnica".
Fonte: Poder360




