
O Partido Novo entrou com três ações no STF contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As ações foram movidas depois que o sigilo de petições baseadas em relatórios da PF foi retirado, revelando conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Moraes.
No caso de Moraes, o Partido Novo pede prisão preventiva e afastamento imediato. O argumento é que o ministro estaria obstruindo a investigação de um esquema criminoso ligado a Vorcaro. Entre as provas apontadas estão um contrato milionário do escritório da esposa de Moraes, com participação direta do ministro, e um pedido de limite de R$ 300 mil mensais em cartões de crédito do Banco Master para os filhos do ministro. A PF sustenta que Moraes atuou como consultor privado de Vorcaro para tentar adiar, suavizar ou conter as ações da Operação Compliance Zero, que investiga o Caso Master.
Sobre o PGR Paulo Gonet, o partido pede afastamento e o acusa de conflito de interesses e prevaricação. Gonet aparece em conversas de Vorcaro com Moraes e também em trocas de mensagens com o advogado Ciro Soares. Em uma dessas conversas, Soares repassa a Vorcaro um pedido que teria partido de Gonet por whisky da marca Macallan e charutos em um encontro. Nas conversas com Moraes, Vorcaro pede que o ministro acione "Andrei e Paulo", o que a PF entende como referências a Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. A ação também sustenta que Gonet agiu em causa própria ao pedir a nulidade das investigações da PF.
Vale lembrar que o ministro André Mendonça chegou a determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, mas a decisão foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, que considerou o Partido Novo parte ilegítima para pedir a medida. As três ações foram assinadas pelas advogadas Carolina Barreto Siebra e Ana Carolina Sponza, representantes legais do partido.
Fonte: Metropoles




