
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) veio a público nesta quarta-feira (16) para rebater uma declaração do ministro Flávio Dino, do STF. A fala aconteceu durante a sessão que discutiu a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por causa de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No meio do debate, Dino questionou a mudança na relatoria de um procedimento, que saiu do gabinete do ministro André Mendonça e foi para a Presidência da Corte, com Edson Fachin. Foi nesse contexto que ele afirmou: "não existe venda de sentença sem um advogado comprando".
A OAB respondeu com uma nota assinada pelo Conselho Federal e pelas 27 seccionais. A entidade disse que a declaração representa uma generalização sobre a categoria e lança uma "suspeita genérica e indevida" sobre os advogados brasileiros. A Ordem defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas e punidas de forma individual, sem responsabilizar toda a advocacia. "A advocacia brasileira não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais", afirmou a entidade. A OAB também destacou que possui mecanismos próprios para apurar infrações éticas e aplicar sanções a quem descumprir as regras da profissão.
A sessão terminou sem definição. Dino pediu vista e suspendeu a análise da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pedia a reunião dos processos em uma sessão conjunta para o dia 23 de setembro. Até a interrupção, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados, com Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia de um lado, e Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes do outro.
Fonte: CNN




