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Notícias/SAÚDE28/08/2026· KF News

Nova geração de comprimidos para emagrecer promete perda de até 28% do peso corporal

O tratamento da obesidade está em uma nova fase. Além das tradicionais canetas emagrecedoras, a ciência agora aposta em comprimidos de uso diário, com resultados expressivos nos estudos clínicos. Dois nomes estão na linha de frente dessa transição: o orforglipron, da farmacêutica Eli Lilly, e o elecoglipron, da AstraZeneca.

O orforglipron já recebeu aprovação nos Estados Unidos em 2026 e aguarda o aval da Anvisa para ser liberado no Brasil. A aprovação americana foi baseada em um estudo clínico com mais de 3 mil adultos com obesidade. Após cerca de 16 meses de acompanhamento, os participantes que tomaram a dose mais alta do remédio tiveram perda média de 11,2% do peso corporal. De acordo com Luiz André Magno, diretor executivo de assuntos médicos da Eli Lilly, o orforglipron também está sendo testado para hipertensão e síndrome dos ovários policísticos. Um estudo divulgado em junho de 2026 mostrou que mulheres em fase de peri e pós-menopausa perderam, em média, 14% do peso com o uso do medicamento.

O elecoglipron, que atua sobre o receptor GLP-1, apresentou resultados positivos na fase 2b dos estudos e agora avança para a fase 3. Outro medicamento em destaque é a retatrutida, que age simultaneamente sobre três receptores hormonais: GLP-1, GIP e glucagon. Em estudos de fase 3 com duração de cerca de 72 semanas, o remédio registrou perda média de 28% do peso, com mais de 60% dos participantes reduzindo mais de 30%. A retatrutida também mostrou bons resultados na redução de sintomas em pacientes com lesão articular no joelho causada pelo excesso de peso.

Além desses, o bimagrumabe está em fase experimental com foco na preservação da massa muscular durante o emagrecimento. E a elonarantida, de classe diferente das incretinas tradicionais, imita um hormônio secretado junto com a insulina e também está na fase 3 dos estudos, com perfis de segurança ainda sendo avaliados. As informações foram apresentadas durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, o CBEM 2026, realizado no Rio de Janeiro.

Fonte: Metropoles - Saúde