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Notícias/POLÍTICA28/07/2026· KF News

Moraes manda caso de calúnia contra Lula ao PGR após Flávio Bolsonaro entregar defesa por escrito

O senador Flávio Bolsonaro estava convocado para depor à Polícia Federal nesta terça-feira, 28 de julho, dentro de um inquérito que apura se ele cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula. Mas o senador não foi. Em vez disso, a defesa entregou um documento por escrito à PF e pediu que ele fosse considerado suficiente.

O caso tem origem em uma publicação feita por Flávio no dia 3 de janeiro, na rede social X, logo após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. No texto, o senador escreveu: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

Na defesa escrita, os advogados de Flávio argumentam que não houve ofensa ao presidente da República. Segundo eles, a postagem tinha duas frases independentes com destinatários distintos. A menção a Lula, dizem, era só sobre uma possível delação. Já a lista de crimes na sequência seria dirigida exclusivamente a Nicolás Maduro. Os defensores alegam ainda que a investigação foi motivada politicamente por terceiros e que faltam provas de intenção criminosa. Pediram também o arquivamento do caso por ausência de justa causa.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia determinado o depoimento após pedido da PGR, encaminhou agora o caso para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste. A PGR tem 15 dias para se posicionar.

Fonte: Metropoles