
O ministro Flávio Dino determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do deputado federal Fábio Garcia, candidato a vice-governador de Mato Grosso pelo União Brasil. A decisão foi assinada no dia 24 de julho, mas só veio a público nesta quinta-feira, dia 6, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage. A ordem atinge também o pai, a mãe e um tio do deputado.
A operação também mirou o ex-governador Mauro Mendes, do mesmo partido, que é candidato ao Senado. A chapa lançada nesta semana tem Otaviano Pivetta, do Republicanos, como candidato ao governo, e Garcia como vice. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar as candidaturas no TRE. Qualquer um dos indicados pode desistir da disputa até lá.
Segundo a PF, o governo de Mato Grosso desistiu de uma disputa judicial com a telefônica Oi e fechou acordo para pagar R$ 308 milhões a um escritório de advocacia que tinha comprado os direitos desse processo por apenas R$ 80 milhões. Esse escritório, do hoje desembargador Ricardo Almeida, teria repassado o dinheiro para dois fundos da Master Corretora, que, por sua vez, investiram em empresas e fundos ligados a Garcia e a Mendes. Na época dos fatos, Garcia ocupava o cargo de chefe da Casa Civil.
A operação foi descoberta e denunciada pelo ex-governador Pedro Taques, candidato ao Senado pelo PSB, que formalizou a queixa à Procuradoria-Geral da República em janeiro deste ano.
Fonte: Metropoles




