A 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô, está celebrando os 25 anos da morte de Jorge Amado, que viveu de 1912 a 2001. O evento, realizado todo ano no mês do aniversário do escritor, que nasceu em 10 de agosto, chegou à sua décima edição com programação que vai da terça-feira (4) até o domingo (9), com expectativa de 250 mil pessoas circulando pelas ruas do Pelourinho.
Entre as obras mais conhecidas de Amado estão Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra. O historiador Rafael Dantas, que participou de uma mesa na Flipelô sobre os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, disse que o escritor foi uma espécie de "tradutor do modo de viver da Bahia e do Brasil ao longo do tempo". Dantas comparou Amado a alguém que fazia selfies de Salvador pela escrita, retratando tensões raciais, desigualdades, questões de trabalho e de gênero.
Paloma Jorge Amado, filha do escritor, também participou do debate e disse sentir tristeza todos os dias desde a morte do pai. Para ela, Jorge Amado deixou ao país um "legado de humanismo, de igualdade e de fim para os preconceitos".
Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, destacou que muitos visitantes chegam à Bahia motivados pela leitura dos livros do autor, citando o romance Jubiabá como exemplo. Ela ressaltou a importância de levar esse legado às novas gerações.
O escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié e autor do livro Anésia Cauaçu, disse que Amado é sua maior inspiração e que os livros do autor, escritos há cerca de 80 anos, continuam bastante atuais.
Fonte: Agencia Brasil




