Rádio Melodia Europa

Notícia

AGRONEGÓCIO

Notícias/AGRONEGÓCIO09/09/2026· KF News

Milho recua na B3 e em Chicago com avanço da colheita e mercado à espera do USDA

O preço do milho recuou nesta semana tanto na B3, bolsa brasileira, quanto na Bolsa de Chicago. A combinação de fatores que derrubou as cotações inclui o avanço da colheita da segunda safra no Brasil, o enfraquecimento do dólar frente ao real, a maior disponibilidade do cereal no mercado interno e a cautela antes da divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, marcada para a sexta-feira, 11 de setembro.

Na B3, segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 71,08 por saca, queda de R$ 0,67. O de novembro recuou R$ 1,05, indo a R$ 76,73, e o de janeiro de 2027 terminou a R$ 80,23, com queda de R$ 0,87. Em Chicago, por volta das 9h32 do horário de Brasília, o milho para setembro era negociado a US$ 5,07 por bushel, queda de 3,25 pontos. Dezembro caía 3,50 pontos, para US$ 5,30.

No campo, a colheita da segunda safra chegou a 89% no Paraná e a 96% em Mato Grosso do Sul. Os preços nessas regiões variam entre R$ 54 e R$ 57 por saca, com suporte vindo da demanda das indústrias de bioenergia. No Rio Grande do Sul, o plantio da safra 2026/27 atingiu 38% da área prevista, alta expressiva frente aos 25% da semana anterior. Em Santa Catarina, chegou a 6,5%, com preços de venda próximos de R$ 60 por saca.

Mesmo com a oferta maior, os produtores estão segurando a venda, apostando em valorização futura. O mercado agora olha para o USDA, que pode reduzir em cerca de 2,5 bushels por acre a estimativa de produtividade do milho americano, por causa do calor extremo e excesso de chuva no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Os estoques finais podem ser revisados para cerca de 1,528 bilhão de bushels, queda de 7,6% em relação à projeção anterior.

Fonte: Portal Agroneg.