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Notícias/POLÍTICA15/09/2026· KF News

Mendonça se manifesta ao STF antes de julgamento sobre Moraes e Vorcaro

Foto: Divulgação/Jovem Pan

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, enviou uma manifestação detalhada à Presidência do STF para explicar os atos que praticou na supervisão da Operação Compliance Zero, que investigou o Banco Master. O documento atendeu a um pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin, que queria mais informações sobre decisões e diligências do caso.

No texto, Mendonça explicou que determinou que delegados da Polícia Federal informassem, em até 72 horas, o andamento das investigações e a identidade de integrantes de uma suposta rede de monitoramento ligada a Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, a perícia no celular de Vorcaro revelou conversas e anotações que mostravam que ele tinha conhecimento prévio de apurações sigilosas na 10ª Vara Federal do Distrito Federal e no Banco Central, além de buscar interferir junto a autoridades públicas.

Por causa da gravidade dos fatos, Vorcaro foi preso preventivamente na 3ª fase da operação, foi deflagrada uma 6ª fase e o sigilo telemático de 17 investigados foi quebrado. Mendonça também convocou delegados presencialmente ao seu gabinete no dia 24 de agosto, por cautela, já que relatórios da PF apontaram que o celular de Vorcaro citava nominalmente o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco.

Em resposta ao mesmo pedido de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes classificou a condução de Mendonça como absolutamente inconstitucional e ilegal. Moraes disse que as suspeitas levantadas sobre sua conduta representam uma tentativa de vingança de aliados dos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023, e que a ofensiva contra o Supremo mantém motivação político-eleitoral para prejudicar a imagem da Corte. Moraes também apontou irregularidades na atuação de Mendonça, afirmando que os atos investigativos foram determinados sem pedido da PGR ou da Polícia Federal e sem autorização do Plenário do STF.

Fonte: Jovem Pan