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Notícias/POLÍTICA01/11/2026· KF News

Marco Rubio nega que os EUA ajudaram Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil após derrota nas eleições

Foto: Divulgação

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31/10) que o governo americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil após ser derrotado nas eleições pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. "Nós não facilitamos nada. Soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do Brasil", declarou Rubio.

Flávio, senador pelo PL, deixou o Brasil dois dias após o resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26/10), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ao término do encontro, foi informado que agentes da Polícia Federal o aguardavam na saída para recolher seus passaportes, tanto o pessoal quanto o diplomático, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Rubio, aliado do presidente Donald Trump, afirmou que Trump deixou claro que Flávio receberia uma "parole", ou seja, autorização incondicional para entrar nos EUA. Apesar da negativa de Rubio, Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitiu ter organizado o jato particular usado por Flávio.

Para fugir, ele cruzou a fronteira terrestre com a Argentina por Foz do Iguaçu, no Paraná, embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú, fez escala em Guayaquil, no Equador, e chegou a Miami na manhã de quarta-feira (28/10). A PF informou que não encontrou registro de saída de Flávio pelos postos brasileiros de controle migratório e apura as circunstâncias do caso.

Flávio é investigado na Petição nº 16.877, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz e negócios ligados a plataformas de apostas. Ele também é alvo de outra investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que trata da trajetória política de Bolsonaro.

Fonte: Metropoles