
Courtney Gartshore, de 28 anos, foi condenada a seis anos de prisão pela morte da filha Dahlia-Rose, que tinha apenas 2 meses de vida. A sentença foi anunciada nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, pelo Tribunal Superior de Edimburgo, na Escócia. Ela havia sido considerada culpada de homicídio culposo durante o julgamento realizado no mês passado.
O caso aconteceu em setembro de 2023, na cidade de Peterhead. A bebê apresentou lesões na cabeça, rosto, pescoço, parte superior do corpo e braço direito. Segundo o juiz Simon Collins, a causa mais provável da morte foi uma combinação de hipotermia e insolação. Para ele, a mãe descumpriu de forma grave o dever de proteger a criança.
As investigações concluíram que Dahlia-Rose foi exposta a uma fonte intensa de calor durante um longo período entre as 4h e as 9h do dia 30 de setembro de 2023. Um secador de cabelo foi encontrado ligado na tomada ao lado da cama onde a mãe estava. A dinâmica exata do que aconteceu, porém, não foi esclarecida.
A própria Courtney disse não se lembrar de ter usado o secador na filha e não deu explicações nem no julgamento, nem ao assistente social. A defesa argumentou que ela pode ter usado o aparelho para aquecer a bebê, mas de maneira imprudente, e apresentou informações sobre o histórico de traumas, problemas de saúde mental, overdoses e automutilação da ré.
O juiz Collins classificou o caso como "singularmente perturbador e angustiante" e disse que "as evidências sugerem que a acusada amava Dahlia-Rose, mas terá que viver o resto da vida com a consciência de que foi responsável por sua morte". Após a condenação, o inspetor James Callander, da polícia escocesa, afirmou que "a morte de uma criança pelas mãos de um dos pais é extremamente perturbadora".
Fonte: Metropoles




