
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao ar no programa Canal Livre, da Band, no último domingo, dia 27, e usou como argumento uma notícia falsa que circulou nas redes sociais. A fake news dizia que o senador Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Lula criticou a suposta ameaça: "Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida." A jornalista Adriana Araújo o interrompeu na hora e perguntou: "Mas foi uma fake news, né, presidente?" O presidente respondeu: "Eu não sei se foi fake news."
Lula ainda completou dizendo que o assunto estava muito forte nas redes sociais e garantiu que Nossa Senhora "vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé."
A polêmica teve início na noite de 23 de setembro, quando posts nas redes sociais usaram falas de Flávio Bolsonaro feitas em agosto, quando o senador afirmou que, se eleito, decretaria que "o Brasil é do Senhor Jesus Cristo." As postagens foram usadas para sustentar a afirmação falsa sobre a Padroeira. Flávio Bolsonaro negou a informação em suas redes na quinta-feira, dia 24, e atribuiu os posts à chamada "milícia do PT."
Na sexta-feira, dia 25, o ministro do TSE André Mendonça mandou as plataformas digitais removerem os conteúdos por considerá-los "notoriamente inverídicos." O humorista Antonio Tabet foi um dos afetados pela decisão. Ele recorreu ao STF, onde o ministro Flávio Dino acolheu o pedido e derrubou a determinação de Mendonça, entendendo que a medida produzia censura prévia.
Fonte: CNN




