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Notícias/POLÍTICA09/09/2026· KF News

Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam rejeição altíssima como maior desafio nas eleições de 2026

Os dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para a Presidência têm um problema em comum: a rejeição altíssima entre os eleitores. A primeira pesquisa Datafolha desta campanha mostrou que 46% dos eleitores disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 45% disseram o mesmo sobre Lula.

Esse fenômeno não é novidade nas eleições brasileiras. Em 2014, Dilma Rousseff começou a disputa com 35% de rejeição. Em agosto de 2018, Jair Bolsonaro era o mais rejeitado, com 39%. Em 2022, Lula registrou 37% de rejeição, e Bolsonaro chegou a 51%. Todos esses dados são de pesquisas Datafolha realizadas no início oficial das campanhas.

Segundo o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, os dois grandes blocos políticos do Brasil hoje são o antibolsonarismo e o antipetismo. Ele lembra que a força de cada bloco depende do contexto e da conjuntura do momento.

Para enfrentar a rejeição, os candidatos já colocaram suas estratégias em prática. De acordo com o professor Leonardo Avritzer, da UFMG, Lula aposta em medidas econômicas como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o programa Desenrola, apostando que eleitores mais satisfeitos com o bolso tendem a aprovar mais o governo. Já Flávio Bolsonaro tenta reduzir sua rejeição especialmente entre as mulheres, público em que é mais criticado.

Os dois professores concordam que um candidato rejeitado por mais de 50% dos eleitores não tem condições reais de vencer a eleição. Melo ainda alerta que a polarização prejudica o debate sobre temas importantes como educação e saúde, tanto nas eleições federais quanto nas estaduais. A dica para o eleitor é buscar os planos de governo dos candidatos no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Metropoles