
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro líder mundial a discursar na 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York. O Brasil mantém essa tradição desde 1955, sempre sendo o primeiro país a abrir os discursos na assembleia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou logo na sequência.
No palanque, Lula fez críticas diretas à presença e à influência dos Estados Unidos na América Latina. Ele disse que a região sofre tentativas de influência da potência hegemônica — uma referência clara aos EUA — e afirmou: "O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomentem o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para a maior integração entre vizinhos."
O presidente foi além e declarou: "Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas." Ele também defendeu a cooperação internacional para combater o crime organizado e o fluxo de armas e dinheiro ilegal.
Lula levantou a bandeira da democracia e alertou para interferências externas em processos eleitorais. "A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constitui gestos anacrônicos", disse o presidente.
Sobre os países vizinhos, Lula afirmou que os venezuelanos merecem definir seu próprio destino. Falou ainda da Nicarágua, dizendo que o país não vai resolver seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições. Por fim, criticou o embargo econômico contra Cuba, classificando a medida como ilegal.
Fonte: CNN




