
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, se declarou impedido nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, de participar do julgamento que analisa se deve ser aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O motivo: Kássio preside o Tribunal Superior Eleitoral e as eleições acontecem em apenas 19 dias. Na avaliação dele, o julgamento pode impactar o cenário político-eleitoral. "Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", declarou.
Antes de anunciar o impedimento, Kássio esclareceu que seu nome e o do filho, o advogado Kevin Marques, apareceram em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional. O ministro afirmou que nunca julgou processo relacionado ao Banco Master, que seu filho nunca prestou serviços ao banco e que ele próprio nunca trocou mensagens com Vorcaro. Como prova de isenção, citou que votou pela manutenção da prisão de Vorcaro, de seu pai e de outros investigados.
As mensagens foram reveladas pelas colunistas Daniela Lima, do UOL, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo Daniela Lima, um agente de viagens chamado Leo Serrano perguntou a Vorcaro quem pagaria uma viagem para 5 pessoas supostamente encomendada pelo ministro. A mensagem, conforme o UOL, não prova que Vorcaro tenha pago a viagem. Já Mônica Bergamo publicou diálogos em que Kevin é citado em conversas sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil via Consult Inteligência Tributária. A assessoria de Kevin negou vínculos com o Master e informou que ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos tributários.
O julgamento analisa se a Polícia Federal pode continuar as apurações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, após relatório da PF apontar interlocução entre os dois e indicar contratos milionários entre o Banco Master e o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Fonte: Poder360




