
A inteligência de Israel compartilhou com o governo dos Estados Unidos informações sobre um plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. A informação foi publicada pelo jornal Wall Street Journal na quinta-feira, 9 de julho de 2026. O jornal não revelou quando o plano teria sido elaborado.
Segundo a publicação, a iniciativa seria parte de uma retaliação prometida pelo Irã desde a morte do general Qassim Suleimani, em 3 de janeiro de 2020, no primeiro mandato de Trump. Suleimani comandava a Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, tinha 62 anos e foi morto num ataque de drone americano próximo ao aeroporto de Bagdá, no Iraque. EUA e Israel o classificavam como terrorista desde 2011.
Suleimani era próximo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano morto em um bombardeio em fevereiro deste ano. As cerimônias fúnebres de Khamenei se encerraram na quinta-feira após quatro dias de eventos. Durante os velórios, manifestantes exibiram cartazes pedindo a morte de Trump.
Outras figuras centrais do regime iraniano também foram eliminadas. Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Esmail Khatib, do Ministério da Inteligência, foram mortos em março. Já o general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, morreu em 6 de abril.
A Casa Branca encaminhou ao Wall Street Journal uma declaração de Trump feita na quarta-feira (8.jul), durante visita a Ancara, na Turquia: "Eu sou o número um na lista de alvos." O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu informou que Trump ligou para ele na quinta para comunicar ações militares em andamento no Golfo Pérsico. As forças americanas atacaram o Irã pelo terceiro dia consecutivo, com o objetivo de impedir o fechamento do Estreito de Ormuz. Washington afirmou ainda que forças iranianas atacaram três petroleiros na região.
Fonte: Poder360




