
A Intelis, que é a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, divulgou uma nota nesta quarta-feira, dia 9 de setembro, negando qualquer motivação política na crítica que fez ao relatório utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra o ministro André Mendonça.
A entidade havia afirmado, em nota divulgada no sábado, dia 5 de setembro, que o relatório em questão não seguiu os parâmetros adotados pelos profissionais de inteligência e que a atividade da Abin não pode ser confundida com investigação criminal. Agora, em nova nota, a Intelis reforçou que não toma partido em disputas político-partidárias, não atua em defesa nem contra qualquer autoridade, partido ou corrente ideológica, e que suas avaliações se baseiam exclusivamente em critérios técnicos e metodológicos.
A crise teve início quando Moraes usou o Inquérito das Fake News para acusar Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, relacionados à condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. O ministro baseou a acusação em um relatório de inteligência da Polícia Federal que, segundo a Intelis, não seguiu os padrões da área. O próprio texto da PF classifica as informações como uma hipótese levantada por um analista, com índice de confiabilidade considerado baixo, e o documento não possui valor probatório. Para a Intelis, o episódio mostra o risco de confundir atividade de inteligência com atividade policial e persecução penal, especialmente diante da falta de legislação abrangente sobre o tema.
Fonte: Metropoles




